domingo, 26 de junho de 2016

Página na Internet reúne informações sobre os seminários estaduais que debaterão a Base Nacional Comum Curricular

O Consed e a Undime como instituições responsáveis pela articulação e organização dos seminários estaduais que debaterão a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) criaram uma página na internet para reunir as informações sobre os seminários estaduais. A página pode ser acessada por meio do link http://seminarios.bncc.undime.org.br/

Na página estão disponíveis informações sobre os seminários, como por exemplo, o calendário com as datas de cada um deles, as chamadas públicas que irão selecionar os participantes e o local onde serão realizados. Além disso, há uma lista com sugestões de palestrantes que podem ser convidados aos seminários para falar sobre as áreas de conhecimentos, etapas da educação básica, na perspectiva da BNCC, entre outros temas referentes ao documento.

A página contempla ainda uma aba denominada "Biblioteca" na qual constam as principais referências sobre o assunto. Nesta mesma aba, é possível encontrar, também, os links para os arquivos das apresentações utilizadas pelos palestrantes na Formação para os seminários estaduais da BNCC, realizada no início desta semana em Brasília (DF). Há, também, uma seção destinada a fotos. A ideia é atualizar a página com frequência, para que todos possam ter acesso às informações.

Autor: https://undime.org.br/noticia
Acesso em 26/06/2016

Plano Nacional de Educação completa dois anos com atraso no cumprimento de metas

O Plano Nacional de Educação (PNE) completa dois anos. De acordo com a norma, a esta altura, o Brasil já deveria ter definido um custo mínimo para garantir a qualidade do ensino no país, uma política nacional de formação para os professores e, até o final do ano, estar com todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos matriculados nas escolas. No entanto, a realidade não é essa.

O PNE – Lei 13.005/2014 sancionada na íntegra pela presidenta afastada Dilma Rousseff em 26 de junho de 2014 – ainda não saiu completamente do papel. Para o cumprimento integral do plano até 2024, o Brasil teria até hoje (24) para definir estratégias consideradas fundamentais, já que a lei data de 25 de junho.

“Infelizmente, não vamos cumprir as metas para o segundo ano, em um cenário em que o plano está escanteado. Não é só por política ou crise econômica, não se vê dos governantes nenhuma disposição em colocar o PNE como prioridade”, diz o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.

O PNE estabelece 20 metas para serem cumpridas até 2024. Para chegar ao objetivo, há estratégias e metas intermediárias. A lei trata do ensino infantil à pós-graduação, inclui a formação de professores e o investimento no setor, que deverá sair dos atuais 6,6% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com levantamento feito pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, nenhuma das metas do PNE foi integralmente cumprida, nem mesmo as do primeiro ano da lei. “O PNE é algo muito mencionado nos discursos, desde o governo Dilma até o governo interino, todos os ministros da Educação mencionaram o PNE em discursos, mas na ação ele não é considerado”, acrescenta Daniel Cara.

Em prática hoje

Entre as medidas que deveriam estar em prática nesta sexta-feira estão o chamado Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), que estipulará o investimento necessário para garantir os insumos necessários a uma educação de qualidade, e o Sistema Nacional de Educação (SNE), que estabelecerá a colaboração entre União, estados e municípios para a oferta educacional.

“O problema é que não está claro quem tem que cumprir essa parte orçamentária. É a União? São os estados? Quais entes são responsáveis? Em época de restrição orçamentária, dificulta não ter essa clareza”, questiona o doutor em economia e professor da Universidade de São Paulo (USP) Reynaldo Fernandes. Ele foi presidente do Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Segundo ele, é necessário ter clareza também do projeto que se deseja implantar nas escolas. Apenas aumentar os recursos investidos não significará aumento de qualidade de ensino. “Evidentemente uma boa escola custa recursos, o que não significa que se eu der recursos para ela, ela se tornará boa, pode desperdiçar recursos. Alguns insumos sabemos que estão ligados à qualidade, como um bom professor, mas outros ainda são alvo de polêmica”, diz Fernandes.

Ainda na gestão da presidenta Dilma Rousseff, a falta de consenso sobre esses recursos foi o que dificultou a definição do CAQi. A intenção do Ministério da Educação (MEC) era que os insumos pudessem ser flexíveis e com isso adaptar a realidade das escolas no longo prazo. Um grupo chegou a ser formado, incluindo entidades da sociedade civil, para discutir a questão, mas não chegou a se reunir.

Já o SNE está em discussão na Câmara dos Deputados, ainda sem previsão para ser votado em plenário. A Base Nacional Comum Curricular – que vai definir o que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino, prevista inicialmente para este mês – foi adiada para novembro.

As metas do PNE cabem não apenas à União, mas também aos estados e municípios e ao Congresso Nacional e Assembleias Legislativas. Cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), monitorar e divulgar dados sobre o cumprimento do PNE.

MEC

“Sobre orçamento, o que podemos assegurar é que o MEC está realizando uma análise cuidadosa do orçamento para implantação do CAQi”, informa o Ministério da Educação. O MEC acrescenta que o foco da gestão de Mendonça Filho será a aplicação dos recursos para oferta de creches e ampliação desses recursos com vistas à universalização da pré-escola. Também terá como prioridade a reforma do ensino médio – ambas ações para garantir a universalização da educação para aqueles de 4 a 17 anos.

Autor: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia
Acesso em 26/06/2016

Simulado online do Enem está disponível a partir de hoje

A partir de hoje (25), estudantes de todo o país poderão fazer gratuitamente o simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na plataforma Hora do Enem. As provas podem ser acessadas até as 20h do dia 3 de julho.

Qualquer interessado que estiver se preparando para o Enem poderá participar. Basta se cadastrar no site horadoenem.mec.gov.br. Os alunos da rede pública que não tiverem acesso à internet poderão fazer o simulado em sua própria escola, entre os dias 27 de junho e 1º de julho. Além de poder conferir a nota imediatamente após o término da prova, o estudante também poderá checar se conseguiu atingir a nota de corte do curso ou universidade desejada.

Na hora de se cadastrar, o estudante informa o que busca com o Enem. A plataforma disponibilizará então um plano de estudos para que possa alcançar o objetivo. O resultado do simulado do Enem mostrará como está o desempenho do aluno em relação ao curso que pretende fazer.

Este é o segundo simulado online. Mais de 710 mil estudantes de todo o país fizeram o primeiro simulado nacional do Hora do Enem, realizado entre os dias 30 de abril e 1º de maio, e repetido entre os dias 7 e 8 de maio. Pelo menos 85% dos alunos que fizeram a prova estudam na rede pública de ensino.  Pelo menos mais dois serão feitos até a data do Enem, previstos para os dias 13 de agosto e 8 e 9 de outubro. O último exame será no mesmo formato do Enem e terá dois dias de duração. Não haverá simulado da redação.

Realizado em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o Hora do Enem oferece aos alunos cadastrados uma plataforma de estudos personalizada. Além de poder testar seus conhecimentos em simulados, os estudantes têm acesso a ferramentas como testes de nivelamento em diferentes matérias, videoaulas, exercícios comentados por professores e possibilidade de criar um cronograma de estudos online.

Desenvolvida pela Geekie Games, a plataforma também está disponível na Google Play para download em smartphones Android.

Enem

O Enem de 2016 será nos dias 5 e 6 de novembro. A nota do Enem é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas na educação superior privada por meio do programa Universidade para Todos (ProUni) e vagas gratuitas nos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).
O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e participar do programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia
Acesso em 26/06/2015

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Secretarias de educação têm até 30 de abril para aderir à Olimpíada de Língua Portuguesa; mais de 4 mil já aderiram


O Mapa de Adesões e Inscrições da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro já registra a adesão de 4.121 secretarias de educação. A informações são desta terça-feira (19) e o valor corresponde a 73,99% do total de municípios do Brasil. A meta, entretanto, é que os 5.570 municípios façam a adesão à Olimpíada. O prazo final para inscrição é 30 de abril!

https://olimpiada.escrevendoofuturo.org.br/index.php?a=1461258183

O Mapa revela ainda que 25.522 escolas e 39.028 professores já se inscreveram. Para tanto, é necessário que as secretarias de educação façam a adesão, exclusivamente por meio do portal da Olimpíada.

Nesta edição o tema é “O lugar onde vivo”. A ideia é valorizar a interação das crianças e jovens com a comunidade. Dessa forma, os professores devem estimular a produção de textos que resgatem histórias e estreitem vínculos aproximando-se dos saberes e da cultura local.



Podem participar professores e alunos de todas as escolas públicas do país do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. A partir da adesão e inscrição, os professores têm acesso aos materiais online. A boa notícia é que, este ano, os primeiros 100 mil professores inscritos receberão o material impresso e o DVD com os Coleção da Olimpíada. O material apresenta a sequência didática para o ensino da escrita nos quatro gêneros textuais.

A Olimpíada de Língua Portuguesa é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Ministério da Educação (MEC) com parceria da Undime, do Consed e do Canal Futura. O programa oferece formação aos professores e realiza um concurso de textos cuja intenção é contribuir para a melhoria do ensino da leitura e escrita das escolas públicas de todo o país.

Fonte: Undime

Equidade de gênero no mercado de trabalho vai demorar 80 anos, indica estudo

Apesar do aumento de mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas, a equidade com os homens pode levar até 80 anos, segundo o Relatório Global de Equidade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial. Para tentar diminuir esse tempo, equivalente a uma geração, pesquisa feita com líderes de 400 empresas ao redor do mundo indicou que três medidas prioritárias podem ser tomadas. Todas relacionadas ao engajamento da corporação na estratégia.

As medidas constam do estudo Women Fast Forward, feito pela consultoria Ernst & Young (EY) e apresentado hoje (9) no Rio de Janeiro. O trabalho indica como prioridade: “Iluminar o caminho para a liderança feminina, acelerar a mudança na cultura empresarial com políticas corporativas progressistas e construir um ambiente de apoio”, alicerçado no combate ao preconceito “consciente e inconsciente”, para aumentar o ritmo das empresas rumo à equidade.

De acordo com Tatiana da Ponte, sócia de Impostos da EY no Brasil, uma das principais vantagens da paridade é o ganho financeiro. Entre as empresas pesquisadas, 64% daquelas com melhores resultados econômicos encorajam suas funcionárias. Isso se deve, segundo ela, ao aumento da participação na tomada de decisões e favorece a visão global.

“Não é porque isso [a visão global] é mais da mulher ou do homem. É porque o aumento da participação gera diversidade. São opiniões diferentes subsidiando as decisões”, explicou.
Para desenvolver as estratégias, Tatiana esclareceu que é preciso definir oportunidades de progresso na carreira e dar exemplos. “Não adianta defender a diversidade e não ter mulheres nos conselhos, na direção”, disse. “As funcionárias precisam se ver nesses cargos para acreditar que dá para chegar lá”, completou. Outra medida, segundo ela, é a flexibilidade na carga horária, adotando prazos mais longos, por exemplo, para licença maternidade ou paternidade.

“Estamos caminhando para um momento em que não só a mulher tem que achar espaço no mercado de trabalho, o homem também tem que achar um espaço na família. Quando a divisão de tarefas for mais igual para os dois lados, todo mundo ganhará, principalmente, os filhos. A presença mais atuante do pai na formação dos filhos nos dá crianças mais fortes”, afirmou.

Outra pesquisa sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho da EY apresentada hoje descobriu que a vivência no esporte pode ajudar nos negócios. Com base em 400 entrevistas, a consultoria identificou que, na hora de tomar decisões importantes, aquelas mulheres que foram atletas são mais determinadas, guiadas por valores éticos e pelo espírito de equipe. “O esporte ensina habilidades de liderança intangíveis que não podem ser ensinados na escola”, disse Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente de Políticas Públicas da EY e ex-atleta de basquete.

No Brasil, a ex-nadadora Fabíola Molina, com três medalhas olímpicas, que foi acompanhada por projeto de incentivo à presença de mulheres atletas no mundo dos negócios, confirma a tese. Desde 2013 ela dirige a própria empresa, de roupas de natação e moda praia, e afirma que o espírito de superação e a imposição de objetivos é fundamental para bater metas.

“Aprendi com o esporte, por exemplo que eu aplico na empresa, é a questão da perseverança, não desistir diante das dificuldades, porque no mundo corporativo, assim como no esporte têm muita”, contou Fabíola. “É preciso acredita no caminho e no seu potencial”, declarou.

Outras habilidades que são desenvolvidas pelo esporte são a capacidade de visão de longo prazo e de montar e manter as equipes motivadas, segundo as próprias entrevistadas.

Autor: Agência Brasil
Fonte:  http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia

Olimpíada de Matemática 2016 tem recorde de municípios inscritos

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que chega à sua 12ª edição, recebeu este ano inscrições de 5.544 cidades, o que representa 99.59% dos municípios de todo o país. Ao todo, são 17.839.424 estudantes de 47.474 escolas. No ano passado, foram 5.538 cidades. As inscrições terminaram no dia 1º de abril e a prova da 1ª fase, marcada para 7 de junho, será aplicada nas próprias escolas.

Os estados com o maior número de participantes foram São Paulo, com 3.340.982 alunos de 5.945 escola; Minas Gerais, que teve 1.910.226 alunos de 4.583 escolas; e Bahia, com 1.550.680 alunos de 3.918 escolas.

A Obmep é dividida em três níveis: alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental; o 8º e 9º anos do Ensino Fundamental; e de todo o Ensino Médio. Cerca de 5% dos melhores colocados em cada escola passam para a segunda fase, marcada para o dia 10 de setembro. Nesta edição, serão 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze, além de 46.200 menções honrosas.

Todos os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. de 2017. Professores, escolas e secretarias de educação de municípios que se destacam na Olimpíada também são premiados na competição, que é uma iniciativa do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com apoio dos ministérios da Ciência e Tecnologia e Inovação e da Educação.

O portal da Obmep (www.obmep.org.br) oferece materiais didáticos, como bancos de questões e resolução, em vídeo, de provas de edições anteriores.

Autor: Agência Brasil
 Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia