quarta-feira, 22 de julho de 2015

Ouro na matemática! Trigêmeas do ES

 
(Foto: Guilherme Ferrari/ G1)

Parabéns! Fábia, Fabiele e Fabíola


[...] As trigêmeas Fábia, Fabíola e Fabiele Loterio, de 15 anos, estão no 1º ano do ensino médio e estudam na Escola Estadual Alice Holzmeister, na zona rural da cidade de Santa Leopoldina, no Espírito Santo. As jovens conquistaram medalha de ouro na olimpíada de 2014. Para as três, o estudo de matemática ficou muito mais fácil e agradável depois que começaram a participar da olimpíada, em 2011.

Fabíola e Fabiele ainda não se decidiram sobre o curso que vão fazer na universidade, apesar de saberem que será algum na área de ciências exatas, mas Fábia não tem dúvida. “Eu quero fazer matemática”, contou.

Fábia disse que participar da olimpíada abre portas e mostra como o estudo pode mudar a vida do estudante. “Passei a gostar muito mais de matemática. Sempre gostei, mas depois da Obmep [o interesse] foi muito maior", disse, revelando que estava emocionada em receber o prêmio.

Para Fabiele, a forma como a matéria é apresentada é que conquista o aluno. “Usa também mais lógica e força a pensar. Não é como na escola. É diferente.”

Todos os medalhistas de ouro têm direito de participar do Programa de Iniciação Científica (PIC), no qual durante um ano têm aulas de matemática aos sábados em universidades públicas do país. Eles recebem bolsas de R$ 100 por mês em recursos liberados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O ministro Aldo Rebelo informou que não haverá cortes neste investimento. “Tudo que há de compromisso já firmado pelo CNPq será mantido, inclusive as bolsas de iniciação científica.”

Autor: Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao

domingo, 12 de julho de 2015

Implicações dos esportes na inserção das mulheres no mercado de trabalho

A reportagem sobre Equidade de gênero no mercado de trabalho vai demo... publicada no dia 22 de abril de 2015 chama a nossa atenção para os resultados da pesquisa sobre a participação da mulher no mercado, desenvolvida pela consultoria Ernst & Young (EY).


A referida pesquisa destaca que a vivência no esporte pode ajudar nos negócios.

[...] " Com base em 400 entrevistas, a consultoria identificou que, na hora de tomar decisões importantes, aquelas mulheres que foram atletas são mais determinadas, guiadas por valores éticos e pelo espírito de equipe. “O esporte ensina habilidades de liderança intangíveis que não podem ser ensinados na escola”, disse Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente de Políticas Públicas da EY e ex-atleta de basquete. No Brasil, a ex-nadadora Fabíola Molina, com três medalhas olímpicas, que foi acompanhada por projeto de incentivo à presença de mulheres atletas no mundo dos negócios, confirma a tese. Desde 2013 ela dirige a própria empresa, de roupas de natação e moda praia, e afirma que o espírito de superação e a imposição de objetivos é fundamental para bater metas. “Aprendi com o esporte, por exemplo que eu aplico na empresa, é a questão da perseverança, não desistir diante das dificuldades, porque no mundo corporativo, assim como no esporte têm muita”, contou Fabíola. “É preciso acredita no caminho e no seu potencial”, declarou. Outras habilidades que são desenvolvidas pelo esporte são a capacidade de visão de longo prazo e de montar e manter as equipes motivadas, segundo as próprias entrevistadas".
Autor: Agência Brasil -http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia



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Jogos Pan-Americanos de Toronto

Érika Miranda ganha o primeiro Ouro!



22:29 (SÁBADO)
Érika teve uma atuação sensacional na final contra a judoca da casa Ecaterina Guica. Garantiu desta forma a terceira medalha do judô brasileiro na noite de abertura da modalidade. 





22:57(SÁBADO)
Ginástica artística: a equipe masculina confirmou a medalha de prata na final geral, colocando o Brasil no quinto lugar do quadro de medalhas.


Fonte:  http://panamericano.ig.com.br/2015

sábado, 11 de julho de 2015

Universidade de York receberá 145 atletas brasileiros durante o Pan

Pré-competição

Campus universitário, a 20 quilômetros do centro da cidade canadense, será a casa de cinco modalidades do Time Brasil: judô, luta olímpica, basquete, tênis e atletismo.
Roberto Castro/ME  

A delegação brasileira no Pan de Toronto vai repetir a experiência bem-sucedida dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando parte da delegação brasileira ficou instalada no Parque Esportivo de Crystal Palace. A Universidade de York, a 20 quilômetros do centro da maior cidade canadense, é a casa de cinco modalidades do Time Brasil: judô, luta olímpica, basquete, tênis e atletismo.

Dos R$ 10 milhões investidos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) na missão verde-amarela nos Jogos Pan-Americanos, cerca de R$ 1,2 milhão foi direcionado para a estrutura de treinamento na Universidade de York, que atenderá ao todo 145 atletas.

São 11 prédios utilizados pelos brasileiros, além de quatro andares do setor de alojamentos. Cada modalidade define seu horário de treinamento. Tênis e atletismo têm a vantagem adicional de ficarem muito perto dos locais de competição do Pan - os dois esportes serão disputados no campus da Universidade de York.

Parte desse investimento vem da Lei Agnelo/Piva, que distribui recursos das loterias federais para o COB, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Confederação Brasileira de Clubes (CBC).

Farofa e feijão com arroz

Na tarde desta terça-feira (7), o COB apresentou à imprensa o quartel-general do Time Brasil e revelou detalhes que incluem os cuidados com a alimentação dos atletas. A dobradinha formada pelo chef canadense Abdel Belkadi e pela nutricionista carioca Renata Parra é responsável por manter a boa forma da equipe brasileira.

O COB não levou comida para Toronto, mas Belkadi, que tem ascendência marroquina, fez estágio na cozinha tupiniquim. Ele passou uma semana em Saquarema (RJ), no CT da Confederação Brasileira de Vôlei, onde se encantou com a farofa: "Nunca tinha visto. Quando provei o gosto, adorei". O chef aprendeu também que feijão com arroz não pode faltar na mesa dos brasileiros.

Renata elogia o tempero de Belkadi: "O feijão com arroz e a farofinha estão ótimos. É um tipo de comida que não existe, por exemplo, na Vila Pan-Americana". A nutricionista vê vantagens em concentrar parte da delegação na Universidade de York. "Nosso cardápio não tem fritura, usa pouco sal. É mais equilibrado do que na Vila, onde até são oferecidas opções saudáveis, mas os atletas também estão expostos às tentações do fast food."

Autor: Portal Brasil
Fonte: Ministério do Esporte


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ECA: proteção integral à juventude brasileira

Direitos da juventude

Em depoimentos exclusivos, representantes de poderes Legislativo e Judiciário argumentam que a redução da maioridade penal viola princípio constitucional de prioridade absoluta.

 Às vésperas de completar 25 anos de existência, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) vê-se em rota de colisão com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 171, que trata da redução da maioridade penal. Em meio ao debate nacional sobre a aceitação da medida, aprovada em primeiro turno de votações pela Câmara Federal, o Portal Brasil ouviu representantes dos poderes Legislativo e Judiciário no intuito de avaliar as perspectivas da juventude brasileira, caso o marco etário penal consagrado pela Constituição de 1988 seja reduzido para 16 anos.

A doutora Geny Helena Marques é membro-auxiliar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Na avaliação dela, o texto votado e aprovado pela Câmara em 2 de julho “vai de encontro a todos os princípios constitucionais de proteção à criança e ao adolescente”.

“Ela (PEC 171/93) constitui uma violação grave ao princípio do não-retrocesso social, do não-retrocesso constitucional”, advertiu Helena. “A fixação da maioridade penal em 18 anos é uma cláusula pétrea e representa uma garantia ao direito do adolescente”, concluiu.

Convenções internacionais

Debora Diniz, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), lembra que o ECA fora redigido com o amparo de documentos internacionais de proteção dos direitos humanos.

“Nós temos um marco legal, que é conhecido como uma referência internacional”, disse. “Ali, nós falamos da proteção integral à criança e ao adolescente”, acrescenta Debora.

Marcas e cicatrizes

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) citou o sociólogo Betinho (1935-1997) para descrever a violência a que são submetidos diariamente adolescentes pobres e negros do Brasil.

“Quando a gente não vê, em um adolescente, um adolescente, a gente só vê o que fizeram com ele”, lamentou. “O adolescente não é a infração que ele promove, o adolescente não é as marcas na pele, são pessoas”, completou.

Autor: Portal Brasil


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Jovens terminam o ensino médio sem aprender o básico, mostra pesquisa

Pesquisa feita com jovens que terminaram o ensino médio mostra que há uma desconexão entre o que é ensinado nas escolas e os conhecimentos e habilidades exigidos na vida adulta. A pesquisa Projeto de Vida – O Papel da Escola na Vida dos Jovens, da Fundação Lemann, foi apresentada hoje (8) em seminário que debate a base curricular nacional comum para a educação básica.

A análise dos resultados mostra que faltam aos jovens competências básicas em comunicação, raciocínio lógico e tecnologia. Também foi constatado que há dificuldades de interpretar o que leram, de se expressar oralmente e de construir argumentos consistentes. Além disso, os entrevistados sentem dificuldades para escrever textos do dia a dia, como um e-mail, e enfrentam problemas de concordância e ortografia.

Foram entrevistados jovens que concluíram o ensino médio – 80% de escolas públicas – que ingressaram recentemente no mercado de trabalho e na faculdade, além de professores, empregadores, especialistas em educação e organizações não governamentais que atuam na formação e orientação de jovens.

No campo do raciocínio lógico, a pesquisa mostra que os jovens não dominam conteúdos básicos da matemática, têm dificuldades com estimativas de valores, com cálculos de descontos e reajustes e para ler planilhas e gráficos.

Jovens ouvidos relataram que já erraram ao passar troco a clientes e que saíram da escola sem noções básicas de informática, o que dificultou a entrada no mercado de trabalho. “Apesar de extensos, ainda falta aos currículos conteúdos e habilidades que são essenciais para a vida adulta”, diz a pesquisa Projeto de Vida.

De acordo com a pesquisa, a base curricular nacional comum para a educação infantil, fundamental e média, em discussão no Ministério da Educação (MEC), é uma oportunidade de diminuir a desconexão entre o que é ensinado na escola e o que o jovem realmente precisa aprender.

O diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, disse que a base comum pode contribuir para que a escola abandone o papel de ser apenas um transmissor de conteúdo e prepare o estudante para que ele tenha bom desempenho nas atividades da vida cotidiana. “Nosso grande desafio na construção da base comum é escolher o que é essencial, não o mínimo, e não se limitar a listagens, mas ir além e mostrar como as disciplinas se conectam, como agregar a isso as habilidades do século 21, ser mais investigativo, mais crítico.”

O secretário de Educação Básica do MEC, Manoel Palácios, explicou que o ministério criou um grupo de trabalho responsável pela redação de uma proposta preliminar da base nacional comum curricular. A proposta é estabelecer um amplo debate para a elaboração do documento, ouvindo professores, estudantes, secretários de Educação, especialistas e organizações envolvidas com o tema.

“Colheremos as opiniões de professores e de estudantes que também devem participar desse debate. Especialmente, os estudantes que estão no ensino médio e têm a expectativa de ingresso na universidade e de profissionalização, para se manifestar sobre os objetivos de aprendizagem que integrarão a base comum”, acrescentou Palácios.

A pesquisa recomenda que a base comum contribua para tornar o estudo mais atrativo para o aluno, inclua habilidades socioemocionais, respeite as diversidades regionais, correlacione as habilidades e ensine o que é fundamental os alunos aprenderem.

As discussões sobre a base curricular nacional foram feitas em Brasília, no Seminário Internacional Base Nacional Comum: o que Podemos Aprender com as Evidências Nacionais e Internacionais. O evento foi organizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Autor: Agência Brasil
 http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia
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