quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!



Desejamos a você que tem acompanhado as notícias que compartilhamos, um Natal cheio de Amor e um Ano Novo com muitas realizações!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Fies: 70% das vagas em 2016 serão para áreas de saúde, engenharia e licenciatura

O Ministério da Educação (MEC) definiu que, do total de vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) previstas para o primeiro semestre do ano que vem, 70% irão para os cursos considerados pela pasta como prioritários, nas áreas de saúde, engenharia e de formação de professores.

Do total de vagas para cada microrregião, 45% destinam-se a cursos da área de saúde, 35% aos de engenharia e 20% aos de licenciatura, pedagogia e normal superior. Dos cursos reservados para a área de saúde, 35% das vagas são para medicina.

Das vagas reservadas para a área de licenciatura, 25% serão destinados aos cursos de física, química e língua estrangeira; 25% aos de sociologia, artes e filosofia; 15% aos de geografia, história e educação física; 15% aos de matemática, biologia e português; 15% aos de pedagogia e normal superior e 5% às demais licenciaturas.

A norma está em portaria publicada hoje (14) no Diário Oficial da União, que traz ainda o cronograma para adesão de instituições privadas à primeira edição do Fies no próximo ano, além de regras para a seleção. A definição do número de vagas por escola, local de oferta e turma só ocorrerá posteriormente.

A portaria detalha que as instituições podem oferecer até 50% do número de vagas para cursos com conceito 5; até 40% para cursos com conceito 4; até 30% para cursos com conceito 3 e até 25% para cursos cujos atos regulatórios mais recentes sejam "autorização”.

As mantenedoras de instituições de educação superior interessadas em participar do processo seletivo do Fies deverão aderir ao programa hoje até a próxima segunda-feira  (21).

Poderá se inscrever no processo seletivo do Fies para o primeiro semestre de 2016 o estudante que tenha participado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, não tenha tirado nota 0 na redação superior a zero e tenha renda familiar mensal bruta per capita de até dois salários mínimos e meio.

Conforme a Agência Brasil informou nesta segunda-feira, em 2016, cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) terão prioridade na distribuição de vagas do Fies. Além do IDHM, será considerada para a distribuição de vagas a demanda por educação superior, calculada a partir de dados do Enem, a demanda por financiamento estudantil, calculada a partir de dados do Fies no ano de 2015, e a disponibilidade orçamentária do programa.

Autor: Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br
Em 15/12/2015


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Prefeituras começam a distribuir livros para escolas do campo

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) distribuirá às prefeituras e secretarias de Educação livros didáticos para 2,6 milhões de estudantes de escolas rurais em todo o país até o fim deste mês. Segundo a autarquia, cabe às prefeituras levar as publicações a cada uma das escolas.
Esta será a segunda vez que o FNDE vai distribuir material específico para estudantes de escolas rurais, com abordagem que considera a realidade social, cultural, ambiental, política e econômica dessa parcela da população. Os livros deverão chegar aos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º anos) de quase 60 mil escolas em todo o país até o início do ano letivo de 2016, previsto na maioria dos estados para fevereiro.

Em Chaves, no Pará, 102 das 104 escolas do município estão na zona rural. Para chegar às escolas são necessárias viagens de até quatro dias de barco. De acordo com o secretário de Educação do município, Edgar Quadros, os livros que chegaram já começaram a ser distribuídos. No entanto, as dificuldades, dadas à geografia local, são muitas. “Tivemos alguns problemas. Uma embarcação que levava livros para cinco escolas naufragou, mas já estamos fazendo um levantamento para fazer uma nova solicitação ao FNDE”, informou o secretário.

Em Amarante do Maranhão, o transporte dos livros é feito por terra. São 60 escolas rurais e 30 urbanas. A distância até elas pode chegar a 90 quilômetros. De acordo com a secretária de Educação do município, Gilsilene Chaves, o acesso é difícil, mas as estradas foram melhoradas. “As escolas rurais são a base para a educação dos nossos alunos, muitos pais não têm condições de trazê-los até a cidade. Essas escolas garantem que eles tenham aulas.”

As publicações para as escolas rurais fazem parte do Programa Nacional do Livro Didático do Campo, cujo objetivo é prover as escolas públicas de ensino fundamental e médio com livros didáticos e obras literárias e complementares, além de dicionários. O programa é executado em ciclos trienais alternados. Assim, a cada ano o FNDE adquire e distribui livros para todos os alunos de determinada etapa de ensino e repõe e complementa as publicações reutilizáveis para outras etapas.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, disse que os municípios já estão habituados a receber e distribuir os livros. “Com certeza, já estão mobilizados para fazer a conferência de cada uma das escolas e, automaticamente, farão a entrega. Se o FNDE entregar todas as obras até o fim do ano, em 2016, teremos todos os livros nas mãos dos alunos.”

O FNDE trabalha com dados de matrículas projetadas para o ano de atendimento e, eventualmente, podem faltar ou sobrar livros em determinada escola, devido à movimentação dos alunos na rede de ensino. Os livros que sobrarem em uma rede de ensino poderão ser usados para complementar outra, e as prefeituras também poderão acionar a reserva técnica no sistema Programa Dinheiro Direto na Escola Interativo.

Autor: Agência Brasil
 http://agenciabrasil.ebc.com.br
Em 14/12/2015



Leia Também!

Conheça os nossos serviços!
·        Temas para palestras

Para Refletir
  • Estão os livros didáticos à altura das reais necessidade dos sujeitos do campo?
  • Como estão as políticas públicas para a educação campesina?
  • Você conhece as escolas campesinas do seu estado? E do seu município?
 
 Fonte: Google Imagens Em 14/12/2015

domingo, 13 de dezembro de 2015

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Brasil precisa educar jovens e adultos para incluí-los no desenvolvimento, apontam debatedores


A educação de jovens e adultos no Brasil precisa ser acelerada para viabilizar a inclusão social e o desenvolvimento do país. Esta foi uma das principais conclusões da audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta quinta-feira (10). O entendimento comum entre os debatedores foi de que, a despeito dos avanços em escolaridade nas últimas décadas, o país precisar avançar no processo de educação de jovens e adultos para ser capaz de atender as exigências da sociedade contemporânea, em que todos os processos são intensivos em conhecimento e tecnologias.

Quase metade da população brasileira (49,25%) com 25 anos ou mais não tinha o ensino fundamental completo, segundo dados do Censo 2010. O percentual representava 54,5 milhões de brasileiros, expressando o tamanho do desafio que o país necessita enfrentar no campo da educação de jovens e adultos.

A audiência foi proposta pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN), vice-presidente da comissão, que também dirigiu os trabalhos. O tema em debate foi "Educação ao longo da vida na perspectiva da educação de jovens e adultos". Outro objetivo foi divulgar a realização da Confitea Brasil + 6, a Conferência Internacional de Educação de Adultos, que será realizada no Brasil, em abril do próximo ano. Será a segunda vez que o Brasil sediará a Confitea, iniciativa liderada pela Unesco. A primeira ocorreu há seis anos, em Belém (PA).

— Aqui damos o pontapé no que diz respeito à mobilização para a Confitea. Queremos reafirmar aos movimentos sociais, às entidades da área de educação, ao governo, estados e municípios que a Comissão de Educação quer ser parceira frente aos desafios da educação, inclusive no campo específico do debate de hoje, a educação ao longo da vida — disse Fátima Bezerra.

Exclusão

O representante do Ministério da Educação da Educação, Paulo Nacif, destacou as ações da pasta como parte da preparação para a nova Confitea. A seu ver, o atraso do país em relação à escolaridade da população ainda é reflexo do escravismo e de padrões históricos de exclusão. Salientou ainda que o tema é prioritário, mas reconheceu que os esforços precisam ser ampliados. O programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) atende cerca de 4 milhões de alunos, apenas 5% do público potencial.

— A educação de jovens e adultos tem que ser do tamanho do Brasil e ser capaz de atender a esses 81 milhões de brasileiros que não tiveram o direito à instrução na idade certa. Sabemos que a educação corre ao longo da vida e que, para o Brasil, esse é um desafio — reconheceu.

Em Belém, há seis anos, foi aprovado o Marco de Belém, destacado pelos participantes da audiência como um documento que estabeleceu nova visão sobre a educação de jovens e adultos. Segundo Timothy Ireland, coordenador da Cátedra Unesco de Educação de Jovens e Adultos, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), um dos princípios validados afirma a educação como direito de todos, em qualquer fase da vida, não apenas durante a infância e adolescência.

— Esse direito não pode ser reduzido à alfabetização nem ao ensino fundamental ou médio. A educação abrange todas essas fases formativas, mas vai muito além. Engloba todo o processo de aprendizagem formal e informal, o que acontece nas escolas e outros espaços em que a pessoa considerada adulta desenvolve suas capacidades e conhecimentos e amplia suas competências técnico-profissionais — afirmou Ireland.

Humanismo

Catarina Santos, representante da Campanha Nacional pelo direito à Educação, salientou ainda que o “aprendizado ao longo da vida”, nos termos do Marco de Belém, corresponde a um marco conceitual e a um princípio organizador de todas as formas de educação que se baseia em “valores inclusivos, emancipatórios, humanistas e democráticos, sendo abrangente e parte integrante da visão de uma sociedade do conhecimento”.

— Ali foi lançado o desafio aos governos e à sociedade civil, para que trabalhem juntos visando garantir o direito à educação e à aprendizagem e além disso, garantir um futuro viável para todos — destacou.

Catarina afirmou que o Marco de Belém deixou claro que a aprendizagem e a educação de adultos representam “investimento valioso, que resulta em benefícios sociais por criar sociedades mais democráticas, pacíficas, inclusivas, produtivas, saudáveis e sustentáveis”. Por isso, afirmou, é necessário um investimento financeiro adequado para garantir a oferta de aprendizagem e educação de adultos de qualidade.

Metas

Maria Edineide de Almeida Batista, gestora da área de educação, que representou a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), destacou os desafios que o país já venceu na área de educação, como a universalização do ensino fundamental. Porém, observou que ainda há muito o que fazer quanto à implantação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), no que se refere às metas de acesso e de melhoria de qualidade, inclusive no que se refere à educação de jovens e adultos.

Para a representante da Undime, questões essenciais são a pactuação das responsabilidades entre os entes federativos e o adequado financiamento para a educação. Ela observou que ainda não chegaram aos municípios recursos previstos no PNE, como os que serão destinados à implantação do chamado Piso Aluno-Qualidade e os recurso das receitas da exploração do petróleo.

Participou também da audiência o diretor-geral de Programas Educativos e Culturais da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), Carlos Abicalil. Segundo ele, a entidade está comprometida em apoiar a realização da Confitea. Também destacou que, do ponto de vista estatístico, estão mais do que evidenciadas as necessidades de medidas em favor da educação de jovens e adultos. Porém, disse que demandas só se transformam em políticas públicas quando ganham expressão por meio da atuação articulada da sociedade civil.

A senadora Fátima Bezerra, ao abrir a audiência, observou ainda que o debate sobre a educação de jovens e adultos precisa estar em sintonia com o PNE, especialmente com as metas 8, 9 e 10, que têm como objetivo diminuir a taxa de analfabetismo de jovens e adultos, elevar a taxa de escolaridade para no mínimo 12 anos de estudo e ampliar o acesso ao ensino para essas faixas etárias, tanto na cidade como no campo.

Autor: Agência Senado
http://www12.senado.leg.br/noticias
Em 10/12/2015 

Leia Também!


Conheça os nossos serviços!
·        Temas para palestras




Não Perca!