quinta-feira, 21 de abril de 2016

Secretarias de educação têm até 30 de abril para aderir à Olimpíada de Língua Portuguesa; mais de 4 mil já aderiram


O Mapa de Adesões e Inscrições da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro já registra a adesão de 4.121 secretarias de educação. A informações são desta terça-feira (19) e o valor corresponde a 73,99% do total de municípios do Brasil. A meta, entretanto, é que os 5.570 municípios façam a adesão à Olimpíada. O prazo final para inscrição é 30 de abril!

https://olimpiada.escrevendoofuturo.org.br/index.php?a=1461258183

O Mapa revela ainda que 25.522 escolas e 39.028 professores já se inscreveram. Para tanto, é necessário que as secretarias de educação façam a adesão, exclusivamente por meio do portal da Olimpíada.

Nesta edição o tema é “O lugar onde vivo”. A ideia é valorizar a interação das crianças e jovens com a comunidade. Dessa forma, os professores devem estimular a produção de textos que resgatem histórias e estreitem vínculos aproximando-se dos saberes e da cultura local.



Podem participar professores e alunos de todas as escolas públicas do país do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. A partir da adesão e inscrição, os professores têm acesso aos materiais online. A boa notícia é que, este ano, os primeiros 100 mil professores inscritos receberão o material impresso e o DVD com os Coleção da Olimpíada. O material apresenta a sequência didática para o ensino da escrita nos quatro gêneros textuais.

A Olimpíada de Língua Portuguesa é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Ministério da Educação (MEC) com parceria da Undime, do Consed e do Canal Futura. O programa oferece formação aos professores e realiza um concurso de textos cuja intenção é contribuir para a melhoria do ensino da leitura e escrita das escolas públicas de todo o país.

Fonte: Undime

Equidade de gênero no mercado de trabalho vai demorar 80 anos, indica estudo

Apesar do aumento de mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas, a equidade com os homens pode levar até 80 anos, segundo o Relatório Global de Equidade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial. Para tentar diminuir esse tempo, equivalente a uma geração, pesquisa feita com líderes de 400 empresas ao redor do mundo indicou que três medidas prioritárias podem ser tomadas. Todas relacionadas ao engajamento da corporação na estratégia.

As medidas constam do estudo Women Fast Forward, feito pela consultoria Ernst & Young (EY) e apresentado hoje (9) no Rio de Janeiro. O trabalho indica como prioridade: “Iluminar o caminho para a liderança feminina, acelerar a mudança na cultura empresarial com políticas corporativas progressistas e construir um ambiente de apoio”, alicerçado no combate ao preconceito “consciente e inconsciente”, para aumentar o ritmo das empresas rumo à equidade.

De acordo com Tatiana da Ponte, sócia de Impostos da EY no Brasil, uma das principais vantagens da paridade é o ganho financeiro. Entre as empresas pesquisadas, 64% daquelas com melhores resultados econômicos encorajam suas funcionárias. Isso se deve, segundo ela, ao aumento da participação na tomada de decisões e favorece a visão global.

“Não é porque isso [a visão global] é mais da mulher ou do homem. É porque o aumento da participação gera diversidade. São opiniões diferentes subsidiando as decisões”, explicou.
Para desenvolver as estratégias, Tatiana esclareceu que é preciso definir oportunidades de progresso na carreira e dar exemplos. “Não adianta defender a diversidade e não ter mulheres nos conselhos, na direção”, disse. “As funcionárias precisam se ver nesses cargos para acreditar que dá para chegar lá”, completou. Outra medida, segundo ela, é a flexibilidade na carga horária, adotando prazos mais longos, por exemplo, para licença maternidade ou paternidade.

“Estamos caminhando para um momento em que não só a mulher tem que achar espaço no mercado de trabalho, o homem também tem que achar um espaço na família. Quando a divisão de tarefas for mais igual para os dois lados, todo mundo ganhará, principalmente, os filhos. A presença mais atuante do pai na formação dos filhos nos dá crianças mais fortes”, afirmou.

Outra pesquisa sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho da EY apresentada hoje descobriu que a vivência no esporte pode ajudar nos negócios. Com base em 400 entrevistas, a consultoria identificou que, na hora de tomar decisões importantes, aquelas mulheres que foram atletas são mais determinadas, guiadas por valores éticos e pelo espírito de equipe. “O esporte ensina habilidades de liderança intangíveis que não podem ser ensinados na escola”, disse Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente de Políticas Públicas da EY e ex-atleta de basquete.

No Brasil, a ex-nadadora Fabíola Molina, com três medalhas olímpicas, que foi acompanhada por projeto de incentivo à presença de mulheres atletas no mundo dos negócios, confirma a tese. Desde 2013 ela dirige a própria empresa, de roupas de natação e moda praia, e afirma que o espírito de superação e a imposição de objetivos é fundamental para bater metas.

“Aprendi com o esporte, por exemplo que eu aplico na empresa, é a questão da perseverança, não desistir diante das dificuldades, porque no mundo corporativo, assim como no esporte têm muita”, contou Fabíola. “É preciso acredita no caminho e no seu potencial”, declarou.

Outras habilidades que são desenvolvidas pelo esporte são a capacidade de visão de longo prazo e de montar e manter as equipes motivadas, segundo as próprias entrevistadas.

Autor: Agência Brasil
Fonte:  http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia

Olimpíada de Matemática 2016 tem recorde de municípios inscritos

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que chega à sua 12ª edição, recebeu este ano inscrições de 5.544 cidades, o que representa 99.59% dos municípios de todo o país. Ao todo, são 17.839.424 estudantes de 47.474 escolas. No ano passado, foram 5.538 cidades. As inscrições terminaram no dia 1º de abril e a prova da 1ª fase, marcada para 7 de junho, será aplicada nas próprias escolas.

Os estados com o maior número de participantes foram São Paulo, com 3.340.982 alunos de 5.945 escola; Minas Gerais, que teve 1.910.226 alunos de 4.583 escolas; e Bahia, com 1.550.680 alunos de 3.918 escolas.

A Obmep é dividida em três níveis: alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental; o 8º e 9º anos do Ensino Fundamental; e de todo o Ensino Médio. Cerca de 5% dos melhores colocados em cada escola passam para a segunda fase, marcada para o dia 10 de setembro. Nesta edição, serão 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze, além de 46.200 menções honrosas.

Todos os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. de 2017. Professores, escolas e secretarias de educação de municípios que se destacam na Olimpíada também são premiados na competição, que é uma iniciativa do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com apoio dos ministérios da Ciência e Tecnologia e Inovação e da Educação.

O portal da Obmep (www.obmep.org.br) oferece materiais didáticos, como bancos de questões e resolução, em vídeo, de provas de edições anteriores.

Autor: Agência Brasil
 Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia

30 de abril: prazo final para solicitar materiais da Semana de Ação Mundial 2016




A Semana de Ação Mundial (SAM) 2016 será realizada no período de 30 de maio a 3 de junho em todo o Brasil. Os interessados em solicitar os materiais impressos da SAM (livretos do Plano Nacional de Educação e dos royalties do petróleo para a educação) têm até 30 de abril para requisitá-los por meio do portal da SAM. Para tanto, é preciso preencher uma ficha virtual.

Segundo a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, há um limite para impressão dos materiais. Por isso, a recomendação é solicitá-los o quanto antes. Já aqueles que têm interesse em acessar os materiais de forma eletrônica, os livretos também estão disponíveis no portal da SAM e podem ser baixados.

Este ano, a proposta da Semana de Ação Mundial é debater os seguintes assuntos: o segundo ano do Plano Nacional de Educação (PNE - Lei 13.005/ 2014), o Sistema Nacional de Educação (SNE) e o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi). Portanto, o lema será: "Agora é Lei! Com o CAQi da Campanha, todo mundo ganha! Sem mais desigualdades, junt@s na diversidade, por uma educação pública de qualidade."

A ideia da SAM é que qualquer pessoa, grupo ou organização participe discutindo os temas e realizando atividades em creches, escolas, universidades, sindicatos, praças, bibliotecas, conselhos, e secretarias, envolvendo todos os que se interessam pela defesa da educação pública, gratuita, e de qualidade no Brasil.

No portal da iniciativa é possível encontrar informações sobre: o SNE, o CAQi, o Custo Aluno Qualidade (CAQ), exclusão escolar, diversidades, participação, gestão democrática da educação, planos de carreira para os profissionais da educação, Emenda Constitucional nº 59/ 2009, recomendações feitas pelo Comitê dos Direitos da Criança da ONU ao Brasil, luta contra a privatização da educação e sobre o Marco de Ação Educação 2030.

Segundo a Campanha, o objetivo é fazer uma grande pressão sobre líderes e políticos para que cumpram os tratados e as leis nacionais e internacionais, no sentido de garantir educação pública, gratuita e de qualidade para todas e todos.

A Semana de Ação Mundial é uma iniciativa da Campanha Global pela Educação (CGE) e é realizada em mais de 100 países, desde 2003. Este ano, o tema internacional da SAM será sobre financiamento da educação.

Dúvidas e/ ou informações: sam@campanhaeducacao.org.br

Fonte: Undime com informações da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

domingo, 17 de abril de 2016

GESTÃO, CURRÍCULO E INCLUSÃO: Valores Inadiáveis





Esse foi o tema foco no I SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO NAS MONTANHAS: Caminhos para uma Educação de Qualidade – I SEDUM realizado no dia 15 de abril de 2016 em Domingos Martins/ES.



Para refletir sobre Gestão, Currículo e Inclusão: Valores Inadiáveis, tivemos o prazer e a honra das palavras do Prof. Dr. Mario Sergio Cortella, onde por diversas vezes chamou a atenção do público presente: professores(as), universitários, famílias e comunidades em geral, sobre a importância dos valores como humildade, sinceridade, integridade, pluralidade e solidariedade na formação humana e nas relações interpessoais.

Ao discorrer sobre os referidos valores enfatizou que ser humilde não significa ser submisso, mas sim ir ao encontro do outro; ser sincero implica em cuidar dos modos como agimos no nosso cotidiano; considerar a integridade e a pluralidade exige reconhecimento da importância de todos e todas enquanto sujeitos humanos e, ainda, para vivermos práticas de fraternidade precisamos rever os nossos posicionamentos, as nossas relações humanas em prol de uma gestão escolar e familiar que emancipa, e, por isso, inclui todos(as) no “currículo”que almejamos construir e implementar.


Nesse sentido, ficou claro para os(as) profissionais da educação escolar, bem como para os demais profissionais, famílias e estudantes universitários presentes no I SEDUM, a importância de se rever o currículo cotidiano, isto é, rever as nossas condutas diárias, tendo em vista as suas implicações na formação das crianças, adolescentes e jovens com os quais interagimos.



Salientou a pertinência dos dizeres de Paulo Freire, quando em suas provocações chamava atenção para o fato de que “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”, visando instigar a importância de uma educação continua e dialógica.

Ressaltou também as palavras de Chico Xavier “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”, provocando um pouco mais sobre a necessidade dos valores inadiáveis que precisamos retomar em nossas práticas sociais e culturais cotidianas, pois há sempre tempo para revermos os modos como interagimos entre humanos, e, assim, buscarmos os caminhos para uma educação que nos emancipa.

Ao encerrar as suas reflexões, que tornaram nossas também, nos provocou com um ditado popular, enfatizando que vivemos um contexto social, cultural, político e econômico muito peculiar, e que “se corrermos o bicho pega, se ficarmos o bicho come, mas que, se nos (re)unirmos o bicho foge” e, assim evidenciou a necessidade de união entre famílias, escolas e comunidades, pois quando estamos juntos, encontramos os melhores “Caminhos para uma Educação de Qualidade”.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Brasil recebeu U$ 74 mi de investimento em tecnologias da educação



Em cinco anos, Brasil foi o que mais recebeu investimentos privados na área na América do Sul, seguido do Chile e Argentina

Desde 2011, o Brasil recebeu investimentos privados de U$ 74 milhões em 28 empresas para o desenvolvimento de tecnologias para educação. Na América do Sul, o Brasil é o país que lidera esse tipo de investimento, mas recebeu apenas 1,6% de todo o investimento privado feito em todo o mundo no período.

Levantamento feito pelo Boston Consulting Group (BCG) mostra que, desde 2011, o investimento privado em tecnologias para educação tem crescido em ritmo de 32% ao ano no mundo, passando de U$ 1,5 bilhão para U$ 4,5 bilhões, em 2015. Sendo que 97% desses investimentos está concentrada em apenas cinco países: Estados Unidos (que recebeu 77% de todo o investimento), China (9%), Índia (5%), Canadá (3,2%) e Reino Unido (1,8%).

“O Brasil recebe menos investimento privado em tecnologias educacionais quando comparado a outros países devido a uma série de fatores como, por exemplo: a falta de maturidade do mercado de capital de risco, a dificuldade de acessar o potencial e mensurar resultados de algumas tecnologias e a carência de uma política de tecnologia educacional explícita”, disse Andrea Beer, diretora do BCG.

Conservador.

 O investimento na área de tecnologia da educação no Brasil ainda se concentra em projetos pouco inovadores. Cerca de 95% do investimento feito no país está voltado para materiais didáticos, cursos online e para a educação superior. Mais de um terço do investimento (U$ 54 milhões) feito no período é de empresas que desenvolvem e distribuem material didático.

“Estão buscando novas formas de materiais educativos que acompanhem as transformações do mundo digital. O grande desafio é de fato criar conteúdo, linguagem e formatos para o mundo digital. Não basta adaptar os instrumentos existentes como, por exemplo, apenas digitalizar um livro. É preciso reinventar seu conteúdo e formato para novas plataformas”, disse Andrea.

Segundo ela, a maior parte dos projetos inovadores vem de empresas novas, as startups, por terem mais liberdade de atuação e maior agilidade para responder ao mercado. Essas empresas, de acordo com Andrea, têm sido importantes para o desenvolvimento de jogos e plataformas de comunicação.
“Jogos e conteúdo multimídia vêm ganhando importância em diversos setores, inclusive em educação. No entanto, para terem impactos efetivo na aprendizagem, os jogos e conteúdos multimídia têm que estarem associados a uma proposta pedagógica. O jogo por si só, sem proposta pedagógica, não trará resultados”, disse Andrea.

Para ela, há uma tendência de que os jogos sejam incorporados às plataformas de ensino, mas a implementação ainda depende de uma estrutura tecnológica que está sendo instalada nas escolas. “Os investimentos em jogos devem sim ganhar mais representatividade, já que o Brasil está entre os top 5 países em termos de usuários de games”, disse Andrea.

Isabela Palhares (O ESTADO DE S. PAULO)
Autor: Estadão

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Especialistas alertam para o risco de extinção de animais polinizadores no mundo

A preservação de espécies de animais polinizadores é importante não apenas para a biodiversidade do planeta, mas para garantir a oferta de alimentos para a população. 

Mais de três quartos das principais lavouras de alimentos no mundo dependem, em algum grau, dos serviços de polinização animal, seja para garantir o volume ou a qualidade da produção e cerca de 90% das plantas  também dependem dessas espécies.

Essas informações e os problemas que cercam os polinizadores foram estudadas pelos especialistas da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), criada no âmbito das Nações Unidas. O grupo divulgou um estudo alertando que um número crescente de espécies de animais polinizadores está ameaçado de extinção em todo o mundo.

O relatório “Polinização, polinizadores e produção de alimentos”, divulgado durante sessão plenária da IPBES, no último dia 26 de fevereiro, em Kuala Lumpur, na Malásia, aponta que fatores como a mudança no uso da terra, a agricultura intensiva, o uso indiscriminado de pesticidas e alterações climáticas estão colocando em risco a biodiversidade dos polinizadores e, em consequência, a produção de alimentos, o equilíbrio dos ecossistemas, a saúde e bem-estar das pessoas e a economia global.

Os polinizadores mais conhecidos são as abelhas, mas há também outras espécies, como moscas, borboletas, besouros, pássaros, morcegos e alguns vertebrados, como lagartos e pequenos mamíferos.

Insuficiência de dados

A professora sênior do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, Vera Fonseca, uma das coordenadoras do relatório, explica que, apesar de não haver uma avaliação em nível global, por insuficiência de dados, os estudos disponíveis mostram que 16,5% dos polinizadores são ameaçados com algum nível de extinção, e cerca de 30% deles estão em ilhas.

“No Brasil, temos cinco espécies de abelhas que são consideradas ameaçadas em nível nacional. Temos também listas regionais como no Rio Grande do Sul, por exemplo, e temos vários lugares onde não há absolutamente dado algum sobre monitoramento e avaliação de polinizadores. Nós temos muitas falhas no conhecimento nesse caso”, disse Vera, explicando que é preciso estudar melhor essas populações para fazer políticas específicas de tirar essas abelhas da lista vermelha de extinção.
O incentivo às coleções biológicas, o trabalho de museus e a formação de taxonomistas é importante, segundo a professora, para montar uma base de dados de estudo, avaliação e proposição de políticas públicas e ações futuras.

“Nem sabemos direito quais são os polinizadores silvestres de cada cultura, então cada vez que se tem um uso inadequado de pesticidas, por exemplo, isso prejudica também a fauna local. Isso precisa ser estudado e avaliado para unirmos não só o controle de pragas, que a agricultura precisa, mas também as boas práticas de uso e conservação de polinizadores e medidas de mitigação se necessário”, explicou a professora.

Aumento da produtividade agrícola
 
Vera diz que entre as espécies cultivadas no Brasil que dependem ou são beneficiadas pela polinização animal estão o açaí, maracujá, abacate, tomate, mamão, dendê, a maçã, manga, acerola, e muitas outras frutas, além da castanha-do-pará, do cacau e do café. Soja, algodão e canola também produzem mais quando suas lavouras são visitadas por polinizadores.

“Muitas vezes esses vários polinizadores vêm de uma área preservada perto de uma cultura agrícola. Temos muitos polinizadores importantes para serem usados na agricultura e eles têm um valor grande para a nossa produção”, disse, contando que a riqueza gerada com auxílio dos polinizadores no Brasil foi estimada em torno de US$ 12 bilhões.

O desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável é uma das medidas necessárias para reverter esse quadro, com a diversificação das paisagens agrícolas e a redução do uso de pesticidas. É possível ainda manejar espécies de abelhas próximo às lavouras, para aumentar a diversidade e a combinação com espécies silvestres. “No Brasil temos cerca de 1,8 mil espécies de abelha, além das outras espécies de polinizadores manejáveis”, disse Vera.

A professora explicou ainda que, à medida que a população vai crescendo e necessitando de mais alimentos, a expansão agrícola vai colocando a conservação sob pressão. “Uma produção maior em menor área é tudo que os conservacionistas também querem. E nossa grande ferramenta para isso é o uso dos polinizadores”, explicou.

O relatório sobre os polinizadores é o primeiro de uma série de diagnósticos sobre a situação da biodiversidade no planeta, previstos para serem divulgados pelo IPBES até 2019. O grupo de especialistas divulgou ainda um sumário direcionado aos formuladores de políticas públicas, a ser enviado aos países.

“Nesse sumário estão estratégias que poderiam ser usadas para políticas de conservação, informações sobre como promover as condições para a vida dos polinizadores, como transformar as paisagens agrícolas e como fazer a aproximação entre a sociedade, a natureza e os polinizadores”, disse a professora.

Autor: Agência Brasil
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia